Aula nº 17 - "Spinning Boris"
Baseado em factos verídicos, o filme retracta a história de três consultores políticos americanos que foram contratados secretamente por uma elite da Rússia para convencer o povo a pôr fim ao comunismo através da reeleição de Boris Iéltsin a 16 de Junho de 1996.

Resumo do filme:
A 109 dias das eleições parecia quase impossível a vitória de Iéltsin, que se encontrava apenas com uma percentagem de 6% a seu favor face aos 31% do líder comunista Gennady Zyuganov.
Os consultores George Gorton, Dick Dresner e Joe Shumate puseram em prática as suas estratégias que acabaram por resultar na primeira eleição democrática da história daquele país.
Começaram a enxugar os longos, glaciais discursos de Yeltsin, que chegavam a durar três, quatro horas. Tiraram o homem do gabinete e o fizeram plantar árvores e beijar criancinhas. O eleitorado russo começou a derreter. A 96 dias da eleição, Yeltsin esquentou para 9%, enquanto Zyuganov esfriava para 28%. O candidato imperial e distante começou a adotar um tom familiar. Faixas, com um Yeltsin cada vez mais sorridente, garantiam que o voto dos russos nele seria "para o bem de seus filhos". O inacreditável acontecia: o presidente aparecia dançando ao ar livre num parque em Moscou, com a elegância de um pato gordo, balançando os braços num show de rock. A 76 dias do pleito, Yeltsin atingiu os dois dígitos: 12% contra 24% de Yuganov.
Esta é apenas uma demonstração de que os consultores têm quase sempre que colmatar a imagem dos políticos para que trabalham. Neste caso, a imagem carrancuda de Iéltsin teve de ser substituída por um ar mais afável e um sorriso sempre presente. Só assim ele poderia começar a conquistar a simpatia das pessoas.
Para porem em prática as estratégias de marketing político os consultores recorreram à utilização de sondagens (sabendo as opiniões das pessoas poderiam posteriormente alterá-las) e focus group (segundo a reacção de um grupo de individuos eram escolhidas as imagens do Presidente que iriam ser veiculadas junto do resto da população). Entre outras coisas, tentaram também, junto dos camponeses, descobrir as necessidades do povo rural, utilizaram cartazes para divulgação e ocuparam espaço televisivo com um apoiante de Iéltsin.
Aconselharam inclusivamente ao recurso a soundbites, manipulação e mesmo campanha negativa. As campanhas negativas e os anúncios na televisão ajudariam bastante a melhorar a posição de Iéltsin mas a filha do mesmo, inicialmente, negou a utilização destas estratégias. Só restava então serem os próprios consultores a influenciar o presidente.
Sem poderem ser descobertos e sem conhecerem bem as circunstâncias em que se encontravam e o jogo em que aceitaram entrar, os consultores ponderaram regressar aos EUA quando surgiu o rumor de que eles estariam a trabalhar para Iéltsin. Este facto iria pôr em causa o orgulho nacional (seria um escândalo americanos terem ajudado um candidato russo a ganhar as eleições) e colocar a vida de Gorton, Shumate e Dresner em risco.
Mas os consultores decidiram ficar e esperar pelos resultados...
A estratégia foi um sucesso...e o candidato venceu por 35.2 %.
Schwarzenegger Governador da Califórinia:
Gorton, um dos consultores políticos de Iéltsin, é conhecido também como um estrategista, responsável pela campanha política bem-sucedida de Schwarzenegger.
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