10.12.05

Aula nº 7 - Serviços diversificados das empresas de Relações Públicas

“A APECOM - Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas, fundada em 1989, é a associação empresarial portuguesa que representa o sector das empresas consultoras de comunicação e de relações públicas em Portugal. Actualmente esta associação integra 23 empresas que são responsáveis pela esmagadora maioria do volume de actividade e emprego do sector.”


O facto da actividade de relações públicas não estar regulamentada em Portugal traz algumas consequências ao sector:

  • Verifica-se uma multiplicidade de denominações aplicadas à actividade, dado que não existe uma designação consensual e esta chega mesmo a ser evitada.
  • As empresas não são obrigadas a divulgar resultados, volumes de negócios e clientes, e por isso mesmo não é possível estabelecer sequer uma hierarquia.
  • Trata-se de um sector desregulamentado, em que não existe um enquadramento legal que justifique as empresas e que as “obrigue” às respectivas inscrições em associações certificadas para o efeito.

O que estranhamente se tem verificado é que várias empresas de relações públicas não têm site na Internet. Sendo que estas são especialistas em vender uma imagem – que deve ser a mais positiva – torna-se um pouco contraditório como elas próprias não utilizam o seu trabalho para se divulgarem e afirmarem através da internet – a ferramenta de trabalho essencial nos dias de hoje.
Coloca-se aqui a questão acerca do que levará a esta ocorrência: será medo de expor a empresa? Será assim tão diferente comunicar acerca dos outros e comunicar acerca de nós?

As empresas de relações públicas prestam um vasto leque de serviços como:

Gestão da reputação empresarial - "A reputação das organizações mede-se de diversas formas mas tem sobretudo a ver com a percepção. É um activo intangível que tem vindo a assumir cada vez mais relevância no património das organizações. As emoções que a empresa desperta; a qualidade e inovação dos seus produtos; o ambiente de trabalho; a performance económico-financeira; a visão e capacidade de liderança da gestão e a capacidade de se relacionar com a sociedade de forma altruísta, através da adopção de políticas de Responsabilidade Social, são algumas das dimensões mais utilizadas na medição da reputação das empresas."

Comunicação institucional – Imagem das instituições

Gestão e comunicação de crise – As empresas têm preparada uma situação para colmatar a crise, se esta acontecer.

Comunicação interna – Quanto mais trabalhadores tiver uma empresa mais importante é a comunicação interna. É muito importante obter primeiro a adesão dos funcionários.

Os empregados constituem o corpo mais importante da boa vontade de uma organização; pois os clientes de uma organização acreditarão sumariamente no que diz um empregado, do que nas reações ou opiniões de qualquer outra pessoa alheia à organização, as boas técnicas de Relações Públicas só terão valor se as políticas da instituição também forem aprovadas pelos empregados e despertarem neles o pleno interesse pela participação institucional.

Media training - Media training aponta a importância que a comunicação tem na empresa.

"Se já não existe o 'no profile' e se a comunicação com os vários públicos - internos e externos - é cada vez- mais essencial e valiosa no mundo empresarial, temos que entender que o gestor moderno, o novo empresário, o novo executivo, precisa ser um comunicador. Não dá mais para ser apenas um profissional (ou um herdeiro...) treinado em finanças, em tecnologia, em processos industriais e comerciais. Se não entender o papel da comunicação no seu negócio e se não fizer de seu posto ou de sua missão uma plataforma de comunicação, ele certamente vai ter dificuldades. E estas não poderão ser corrigidas por excessos de delegação ou pela velha prática que acredita que a boa comunicação dependia apenas de sorrisos e tapinhas nas costas''

Clipping – Baseia-se na recolha de informação que sai sobre a empresa nos diversos meios de comunicação.

Através de seu conteúdo, o clipping dá ao contratante meios de reagir com rapidez e eficiência diante de crises inevitáveis, possibilitando que as mesmas sejam contornadas. Oferece também a chance de prevenção em relação a elas. A má interpretação de uma declaração prestada por algum representante de empresa, por exemplo, pode provocar estragos incalculáveis à corporação. Afinal, para se construir uma boa imagem, na maioria das vezes, são necessários vários anos de trabalho, mas para destruí-la bastam apenas alguns segundos.


Comunicação política e eleitoral

Mecenato cultural – Empresas querem aparecer relacionados a causas culturais.

Produção e promoção de eventos

Assessoria de imprensa ou media-relations (relação com os media) - A sua principal tarefa é estabelecer uma ligação directa entre uma entidade e os media.

Marketing social - Baseia-se no esforço mercadológico no sentido de associar uma marca ou instituição a uma causa social, que pode ser o desenvolvimento de campanhas, doações para entidades assistenciais, parcerias com entidades filantrópicas, desenvolvimento de trabalho junto a comunidades carentes etc. As empresas querem aparecer junto de causas sociais não para fazer publicidade mas sim para criar boa imagem.

Um caso de marketing social - Millenium BCP :

Apoio ao Banco alimentar contra a fome

Patrocinador principal Rock in Rio Lisboa (Rock in Rio Lisboa apoia projectos sociais)




1 Comments:

At 05:44, Blogger João Paulo Meneses said...

Olá Celeste: duas notas:
- o benchmarketing, apesar do nome, não é uma actividade propriamente dita das relaçõs públicas (daquelas que as empresas de RP ou de Comunicação costumam oferecer)
- o verde que sublinha algumas das suas frases não funciona muito bem no quase-verde do seu template.

 

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